6 de setembro de 2020

O bug do root no MariaDB no Debian e similares

O assunto aqui é Banco de Dados!

Se você já instalou um servidor de banco de dados no Debian, Ubuntu, Raspbian, etc. sabe que é preciso um procedimento pra deixar o servidor prontinho para uso.

Nas versões recentes do Debian, Ubuntu e outros, o servidor MySQL, que passou a ser proprietário, foi substituído por sua versão OpenSource que é o MariaDB. Na prática, o sistema é o mesmo (com algumas diferenças muito técnicas, que não é objeto desse artigo), e substitui o MySQL na maioria das aplicações web. Só que há um recurso na instalação que atrapalha um pouco o acesso ao root (o usuário administrativo do servidor de banco de dados).

Acontece que quando é instalado banco de dados, o MariaDB instala por padrão o plugin Unix Socket para a autenticação e ativa para o usuário root. Isso faz com que a autenticação por linha de comando, ou o acesso usando o PHPMyAdmin falhe, mesmo inserindo a senha correta, caso tenha sido definida pelo comando mysql_secure_installation.

Isso pode ser frustrante para administradores de banco de dados que utilizam a forma tradicional de acesso, pois o Unix Socket utiliza a autenticação do sistema para acesso ao banco de dados, o que para alguns casos não é prático, fora que distribuições Debian não oferecem, por segurança, acesso direto ao usuário root em uma máquina local, sendo necessária a utilização do comando sudo para comandos com privilégios administrativos. Para resolver isso, é preciso fazer com que o usuário root tenha como método de autenticação a forma tradicional, que é a autenticação por senha gravada no próprio banco de dados.

Então, iremos seguir os seguintes passos, sendo que estes passos devem ser feitos pelo root, ou para usuários com privilégios administrativos (usuários membros do grupo sudoers e com o sudo instalado no sistema Debian). Usaremos a segunda opção.

  1. Primeiramente iremos interromper o processo do servidor do banco de dados.
    $ sudo service mysql stop
  2. Depois iremos iniciar o servidor do banco de dados, mas de forma segura e sem as configurações:
    $ sudo mysqld_safe --skip-grant-tables &&
  3. Assim poderemos acessar o banco de dados sem exigir autenticação digitando o seguinte comando:
    $ sudo mysql -u root
  4. Será exibido o prompt de comando do MySQL, assim:
    Welcome to the MariaDB monitor.  Commands end with ; or \g.
    Your MariaDB connection id is 492
    Server version: 10.3.23-MariaDB-0+deb10u1 Raspbian 10

    Copyright (c) 2000, 2018, Oracle, MariaDB Corporation Ab and others.

    Type 'help;' or '\h' for help. Type '\c' to clear the current input statement.

    MariaDB [(none)]>
  5. Digitamos no prompt os comandos para remover o Unix Socket como modo de acesso do usuário root, alterando o usuário e atualizando os privilégios no servidor e depois saímos:
    MariaDB [(none)]> UPDATE mysql.user SET plugin = '' WHERE user = 'root' AND plugin = 'unix_socket';
    MariaDB [(none)]> FLUSH PRIVILEGES;
    MariaDB [(none)]> \q
  6. Reinicie o servidor de banco de dados:
    $ sudo service mysql restart
Agora, é possível usar o Unix Socket para acessar o banco de dados usando o root, porém apenas em linha de comando, o que impossibilitaria o uso do usuário root no PHPMyAdmin, por exemplo, seguindo os seguintes comandos:

$ sudo su
# mysql -u root

Mantendo o Unix Socket, o acesso ao banco de dados é realizado pelo sistema, o que tornaria o processo mais seguro, porém mais trabalhoso para usuários administradores de banco de dados.

26 de março de 2012

Anote em sua prancheta

Hoje o assunto é tablet! Também conhecido como computador-prancheta.

Tudo começou nos idos de 2001. Na verdade, os primeiros modelos de tablet que surgiram naquela época eram modelos de notebook com telas sensíveis ao toque com telas de 14 polegadas, caneta stylus e teclado giratório embutível (eita preula, como isso deve ser pesado!). Esses primeiros tablets não emplacaram por razões óbvias: peso e custo (eram caríssimos). Mas 9 anos depois, a Apple ressuscitou o conceito com um dispositivo totalmente remodelado, o iPad. Leve, rápido, simples de usar e com software dedicado a manuseá-lo com os dedos, o iPad fez com que o tablet se tornasse uma mania mundial. Seja para navegar na internet, ler e-mails e livros digitais com comodidade, fazer mini-apresentações e demonstrações de produtos para clientes, assistir vídeos e fotos sem forçar a vista, jogar e ficar plugado nas redes sociais, o tablet é um companheiro digital viciante e versátil. Pra você que está querendo comprar um, atenção para as dicas.

  • O preço: comprar pelo preço pode ser uma boa, mas dependendo do que você precisa, pode se tornar uma dor de cabeça. Modelos mais básicos podem ter poucos recursos e capacidade reduzida de armazenamento e processamento. Isso pode fazer com que o tablet engasgue, trave ou simplesmente não consiga instalar aplicativos por falta de espaço.
  • 3G ou Wi-Fi: Pra quem quer ter internet em qualquer lugar, um modelo com 3G vem a calhar, mas gera um custo: o plano de dados da operadora. E isto pode ser um problema a mais pois há operadoras que trabalham com franquia de dados, ou seja, após uma quantidade de download de dados, a velocidade cai ou você pára de navegar. Para quem não precisa disso, um modelo com Wi-Fi já é suficiente, principalmente quando você só usa o aparelho em casa ou em locais que tenham acesso a internet Wi-Fi como cyber-cafés, aeroportos, etc.
  • O sistema ajuda: verificar qual a versão do sistema operacional (Android, iOS, Blackberry ou Windows 8 - em breve nos tablets) pode determinar quais recursos podem ou não ser suportados pelo aparelho.
  • Atenção aos recursos: Ter ou não ter câmera, suporte a cartão de memória, GPS, 3G, Wi-Fi, portas HDMI ou Host USB (entrada USB para teclado, mouse, pendrive, modem 3G, etc.) podem ser muito úteis para escolher qual tablet levar para casa. Muita atenção às especificações do aparelho e se elas atendem às suas necessidades.
  • Tela sensível ao toque: Há dois tipos de telas touchscreen (sensíveis ao toque): as resistivas e as capacitivas, sendo que estas últimas são mais precisas, porém mais caras. Para quem usa para jogar ou escrever, uma tela resistiva pode ser desagradável. Telas multitoque podem oferecer uma interação melhor para ampliar e reduzir objetos na tela ou ainda jogar transformando a tela em um controle de vídeo-game. Uma dica para quem tem uma tela resistiva: vendem-se canetas stylus com ponta emborrachada para manipular o aparelho, proporcionando um toque melhor e mais preciso. Outra dica para todo mundo: coloquem película na tela assim que comprar para protegê-la de arranhões.
  • Tamanho é documento: Pra quem quer levar seu tablet em qualquer lugar, não é muito conveniente uma tela enorme, pois um aparelho desses não caberia em qualquer lugar. Além disso quase todos os tablets tem o tamanho de um caderno o que permite levar na bolsa ou na pasta sem complicação. Para quem gosta de viajar, por exemplo, um modelo maior é mais confortável para ver vídeos ou para ler textos longos pois com a tela maior, maior serão os caracteres exibidos e maior o conforto visual.
  • Internet comunitária: Um tablet 3G pode ser um excelente roteador sem fio ou operar como modem em um notebook ou PC através de um processo conhecido como Tethering. Plugue o tablet no PC e ative o compartilhamento ou ative o compartilhamento da internet 3G sem o uso de fios transformando o aparelho em um access point. As versões mais recentes dos sistemas operacionais desses aparelhos já vem com essa função embutida, não precisando de nenhum aplicativo para fazer isso. O problema é a franquia de dados pois a internet compartilhada vai mais rápido do que a internet acessada só pelo tablet.
  • Processa... Processa: o processador também é fator decisivo na compra. Um processador mais rápido ou de mais núcleos é uma boa para quem quer jogar ou assistir vídeos em alta definição.
  • Bateria para aguentar o tranco: Boas baterias ajudam e muito no uso pois evitam aquele incômodo de deixar o aparelho na tomada o tempo todo. A autonomia deve ser observada para não ficar na mão quando precisa do tablet.

Então é isso! Espero ter ajudado você a escolher seu tablet novo! Qualquer dúvida fale comigo!

9 de fevereiro de 2012

Como o Anonymous tirou do ar os sites dos bancos?

Semana passada aconteceu uma série de ataques a sites de bancos brasileiros promovido pelo grupo hacker Anonymous. Sites dos principais bancos brasileiros como o Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Santander, HSBC e o site do Banco Central sofreram com instabilidade e até mesmo ficaram indisponíveis por um certo período, durante os ataques. O intuito do grupo hacker é protestar contra a corrupção, pois os bancos acabam agindo como intermediadores financeiros no processo corrupto.

A técnica usada pelo Anonymous é chamada de DDoS (Distributed Denial of Service) que é um ataque distribuído de negação de serviço. Para entendermos como isso funciona, precisamos conhecer como funciona um serviço da web e como funciona um ataque de negação de serviço comum.

Um serviço da web recebe requisições (pedidos de conexão) por parte dos clientes (os usuários dos navegadores). Quando se acessa o site, o servidor da web recebe um pedido de conexão e devolve com os arquivos disponíveis ou pedidos pelo cliente. Os pedidos são tratados pelo servidor, sendo que os válidos, responde com as informações pedidas, e as inválidas, devolve páginas com mensagens de erro. No caso do DoS (Denial of Service), é feita uma grande quantidade de requisições inválidas ou incompletas deixando o servidor ocupado, pois mesmo sendo uma solicitação inválida, o servidor somente saberá que é quando ler a informação recebida. Durante o recebimento e o tratamento da requisição, um espaço de conexão fica reservado. A ideia é deixar o servidor ocupado deixando todos os espaços de conexão reservados, pelo disparo de informações inválidas. Quando todos os espaços estiverem ocupados, o servidor pára de atender requisições, passando a rejeitar novas conexões, negando a prestação do serviço (daí o nome). Com isso, o servidor pára de fornecer páginas e  o site sai do ar.

O ataque distribuído é similar ao DoS convencional, diferenciando pelo fato de não ser um, mas milhares de computadores enviando dados inválidos ao mesmo tempo. Geralmente um servidor web possui um sistema de monitoramento que identifica um computador que efetua um ataque DoS e passa a sistematicamente bloquear o acesso ao servidor. Mas no ataque distribuído, milhares de computadores fazem a investida, deixando até mesmo os sistemas de detecção de ataques sobrecarregados. Assim, o servidor web fica sem defesa e acaba caindo. O ataque distribuído utiliza-se de uma grande quantidade de dispositivos, que na maioria dos casos, não sabem que estão atacando um site. Estes computadores, costumeiramente chamados de "computadores zumbis", são computadores infectados por vírus que, por sua vez, são controlados remotamente por hackers. No momento do ataque, os hackers apenas enviam comandos aos computadores infectados para atacar o site. Outros servidores invadidos também realizam o ataque, paralizando os sites que se tornaram alvo.
Um risco de um ataque do tipo DoS, além de tornar um serviço inoperante, pode ser parte de uma estratégia de ataque mais complexa e elaborada com o intuito de acessar outros sistemas e roubar dados. Isto pois primeiramente, uma instabilidade pode provocar falhas em outros sistemas, permitindo um acesso indevido. O trabalho invasivo também é uma forma de distrair analistas de sistemas e softwares de controle de acesso e detecção de intrusos, enquanto outros métodos de ataque seriam utilizados. Apesar dos transtornos causados, analistas garantem que os ataques não colocaram em risco dados bancários ou patrimônio financeiro dos correntistas. Entretanto, deve-se tomar cuidado ao realizar operações bancárias na internet.

15 de janeiro de 2012

Resumo do módulo de Firewall

Seguem o resumo comentado dos temas do módulo Firewall:
  1. Definição de Firewall e Incidentes de Segurança (Capítulos 1, 2 e 3, pag. 4 a 9) - Trata das definições de firewall e todos os cuidados que devemos ter para manter uma rede segura. Também ilustra as possíveis ameaças e os desafios que um administrador de firewall terá.
  2. Particionamento do Disco Rígido (Capítulo 4, pag. 10 a 13) - Mostra a importância em distribuir o sistema Linux em diversas partições, e mostra alguns recursos para evitar o disco cheio tais como a adoção de Quotas de usuário e opções especiais de montagem.
  3. PAM, Segurança básica local - (Capítulo 5, pag. 14 a 35) - Trata do PAM (Módulos de autenticação Plugáveis) que associados ao LDAP, proporcionam um sistema unificado e seguro de autenticação.
  4. AIDE: Verificação da integridade do sistema (Capítulo 6, pag. 36 a 42) - Mostra o funcionamento da ferramenta AIDE, que é um utilitário que verifica a integridade de arquivos, através de seu checksum.
  5. Bind em ChRoot (Capítulo 6, pag. 43 a 46) - Mostra como "enjaular" o serviço de DNS do Linux.

O “Big Brother Digital”

Hoje, na Aula de TI ao abordar sobre DNS, falei sobre alguns aspectos das comunicações de rede e os alunos contribuiram bastante com questionamentos e opiniões que me permitiram a ter a inspiração necessária para escrever este artigo. Vivemos sobre um momento de intensa imersão tecnológica, e junto com ela, os dispositivos de controle e segurança nos expõe a uma situação similar a um Reality Show, um enorme “Big Brother Digital”. O carater mundial e imune a leis locais coloca a internet em um território livre, porém, não se pode afirmar que é um ambiente impune, pois tudo o que é produzido na internet, se não for adequadamente e habilmente despistado, é facilmente rastreável. Exemplos não faltam e tecnologias são diversas que ajudam ou atrapalham neste pro processo.
Vamos começar com algumas tec brnologias que enganam sistemas restritivos, a começar pelo episódio ocorrido no Egito em que o governo simplesmente bloqueou o acesso às redes sociais naquele país, no início dos protestos que culminaram com a queda de Hosni Mubarak. A primeira e mais simples estratégia dos manifestantes a agirem nas redes sociais foi substituir os endereços de domínio pelos respectivos endereços ip dos servidores. Assim, em vez de acessarem www.facebook.com era digitado seu endereço IP (69.63.189.39) e acessavam a rede social. Este recurso também é muito usado para burlar um servidor proxy em uma rede local. Mas com a busca DNS reversa é possível bloquear um domínio, mesmo acessando-o pelo endereço IP, para muitos servidores proxy atuais.
Uma outra coisa que acontece é quando um serviço ou site é excusivo para acesso a um país. Isto é muito comum nos EUA quando não é possível acessar um serviço online pois informa que este “não esta disponível para seu país”. Estes serviços utilizam recursos de Geolocalização IP ou GeoIP. Por meio do IP do Computador é possível saber onde este computador se encontra. Este serviço chega a substituir o GPS em dispositivos móveis pelo seu grau de precisão, chegando a poucos metros. Um exemplo de uso é o aplicativo Google Maps para celulares. É possível tornar seu telefone um GPS, mesmo não tendo o recusro, pois o programa analisa a conexão de dados e a força do sinal celular para indicar sua localização com uma precisão que chega até a alguns metros, pouca diferença frente ao aparelho GPS. Voltando aos sites proibidos para um país, a solução para acessar o site é através de servidores proxy públicos no próprio país onde o site está hospedado. Assim, o site é enganado pois a requisição parte de um servidor próximo e a encaminha até seu computador. Outro recurso utilizado para burlar sistemas de geolocalização é o Mascaramento de IP. Este recurso permite que um computador tenha acesso a uma rede a qual não pode acessar diretamente, através de um roteador que intermedia as conexões. Mas para o servidor que recebe a conexão, a informação que recebe é que a conexão partiu do roteador e não da máquina cliente.
Muito falou-se sobre invasões. Invadir redes sociais, roubar senhas e enganar pessoas. Há recursos que permitiriam invadir sistemas, mas houve uma mudança de foco: de invadir os sistemas, para utilizar recursos de engenharia social para enganar pessoas. Um dos problemas mais sérios em servidores em relação a ataques ou golpes virtuais é o envenenamento de DNS no qual é alterada a entrada DNS para indicar a um site falso. Caso desconfie que o servidor DNS ao qual está conectado foi atacado ou envenenado, altere as configurações DNS do computador para apontar para os servidores DNS públicos do Google: 8.8.8.8 ou 8.8.4.4.
Fui questionado sobre a possibilidade de invasão de perfis em redes sociais, mas informei que a possibilidade é pequena, pois as páginas são construídas em linguagens server-side, ou seja, o código da página é interpretado pelo servidor, e conforme as informações recebidas pelo cliente por meio de formulários, sessões, cookies ou query strings, são apresentados os resultados na linguagem HTML de modo ao usuário não ter acesso à qualquer parte do código que gerou o conteúdo. Uma forma de obter uma invasão é explorando uma falha de código, mas isto requer um conhecimento parcial dele. Além disso, grandes redes sociais tratam suas páginas como projetos de software, no qual uma equipe de desenvolvedores analisam cada parte do código do site, verificando os possíveis erros e tratando-os de modo a não revelar falhas ou expor os seus usuários a riscos.
Como havia abordado anteriormente, o foco dos ataques passou a ser no usuário. Utilizando técnicas de engenharia social, ou mesmo, de métodos persuasivos, os cybercriminosos tentam convencer as pessoas incautas a fornecer dados bancários ou pessoais. De posse desses dados, eles podem realizar transações e roubar dinheiro das pessoas. Mas é um ledo engano achar que esta vida de farsa desses criminosos virtuais é impune. É facílimo rastrear operações fraudulentas pela internet. A primeira forma de rastrear é através das conexões. Todas as transações passam por roteadores e provedores de acesso costumam registrar as conexões podendo rastrear sua origem. É possível ainda determinar por qual telefone conectado a um modem ADSL ou Cable Modem essa conexão partiu. A outra é por meio das transações efetuadas. Um falsário mal sabe que todos os caixas eletrônicos possuem câmeras que registram o rosto do cliente que realizou a transação. Transações por telefone são rastreadas pelo número chamador, mesmo que ele o faça de um celular e oculte a identificação de chamada. Em suma, é uma grande mentira achar que um crime virtual é um crime perfeito.
Também é uma grande mentira achar que sistemas de cartões de crédito com chip são seguros. Em alguns casos eles são até mais inseguros que os cartões de tarja magnética, pois no chip são salvos todos os dados, inclusive a senha. Utilizando equipamentos leitores chamados “Chupa-cabras”, os dados do chip são lidos e salvos para que possam ser copiados para outros cartões, daí a clonagem de cartões. Mas aí que também é passível de rastreamento. Temos algumas operadoras de sistemas de pagamentos de cartões sendo as mais conhecidas a Cielo, Redecard e Santander. Por ser poucas redes, também é fácil rastrear transações de um cartão.
Um criminoso qualquer não conseguirá se sair impune e fugir com um cartão de crédito e um celular. Isto pois as transações do cartão, efetuadas online, e as trocas de dados entre o telefone e as antenas de celular podem traçar a rota de fuga com extrema precisão e facilidade. Tendo acesso a esses dados, a polícia localizaria um bandido onde quer que esteja, se estiver portando estes objetos.
Um caso que estarreceu o Brasil, foi o massacre do Realengo em 07/04, onde Wellington de Oliveira invadiu a escola municipal Tasso da Silveira e abriu fogo contra alunos matando 12 e ferindo outras pessoas, se suicidando, em seguida. Wellington não tinha amigos e passava o dia inteiro no computador, e antes de executar o massacre, ele queimou o aparelho. Se foi para eliminar provas que elucidaria a causa do crime, Wellington foi muito ingênuo por duas razões. A primeira é que uma perícia detalhada poderá obter dados de seu disco rígido, mesmo danificado. E a segunda, mais abrangente será rastrear suas conexões antes do crime, através de seu provedor de acesso. Assim poderia encontrar quais foram os sites que ele estava acessando antes do crime.
Um caso recente em que a tecnologia elucidou um crime foi no mês passado, no Rio de Janeiro, onde uma menina foi encontrada morta em um quarto de hotel. A criminosa, que era amante do pai da menina, foi descoberta pelo Bilhete eletrônico, que registrou sua passagem no ônibus, que por sua vez, possuía GPS, que identificou sua localização, e ainda, o veículo possuía câmera que registrou a assassina e a menina no ônibus, sendo assim provas irrefutáveis de sua culpa.
O Brasil parte para uma solução tecnológica que visa acabar com fraudes e impunidade com o novo RG, chamado RIC (Registro de Identificação Civil). Este documento substitui todos os outros e possui recursos aprimorados de segurança para coibir fraudes, e possui abrangência nacional. O grande problema do RG, é que este documento é emitido por estado, e assim, pode-se burnar sistemas estaduais (que não se comunicam) para que se emitam novos documentos fraudados, mas legítimos.
O grande entrave ainda é a questão legal. Muitos crimes virtuais podem ter seus julgamentos se arrastando por anos por entraves legais como não previsão e enquadramento destes crimes, possíveis recursos, etc. Mas está em tramitação no Congresso Nacional um projeto de lei sobre crimes virtuais.
Por fim, vimos que é possível, com o uso da tecnologia detectar e rastrear crimes e falhas de modo a tornar o ambiente virtual mais justo e mais seguro. Mas apenas isto não é suficiente. É preciso preparar e conscientizar o usuário sobre a prática da computação segura, para que não se torne presa fácil de pessoas mal-intencionadas.

17 de outubro de 2011

Ubuntu 11.10: agora com kernel 3.0

O pessoal da Canonical deu um passo a frente com a nova versão de sua distribuição Ubuntu. Além de uma repaginada no visual com a nova versão da interface Ubiquity, o coração do sistema é também novo. Se não me engano, é a primeira distro popular a vir com o kernel 3.0 de fábrica. O kernel é o núcleo do sistema operacional onde se encontram as funções que controlam o computador e também dispositivos, execução de programas além da interface com o usuário.

Apesar na mudança da versão, não houve diferenças significativas entre as versões 2.6 e 3.0. O que houve foi uma mudança na maneira em que as versões foram batizadas, onde a versão do kernel deixou de ser composta por 4 números e sim por três. A versão anterior era a 2.6.40.2 enquanto a nova versão passou a ser 3.0.2, por exemplo. O segundo número da identificação de versão deixou de ser utilizado. Essa mudança na nomenclatura das versões faz parte das comemorações dos 20 anos do kernel do Linux. A nova versão do Kernel foi anunciada por Linus Trovalds, o criador do Linux, em junho deste ano.

O novo Ubuntu conta com mudanças na interface e na tela de login, permitindo uma pessoa entrar como convidado no computador. Conta com novas versões de aplicativos populares como o LibreOffice, Firefox, e mudou o seu cliente de e-mail: sai o Evolution e entra o Mozilla Thunderbird em seu lugar.

25 de agosto de 2011

Dar nome aos bois

Em tecnologia, a lógica é fator determinante para quase tudo. Em um campo de atuação onde a técnica e a exatidão são exigidas, qualquer ação sem propósito pode culminar em fracasso. E para que isso não ocorra, é preciso se utilizar de embasamento lógico, ou de uma técnica que permita a solução do problema de maneira eficiente.
Asssim, buscar ao máximo a organização dos recursos de trabalho, permite agilizar o processo de concepção, de correção de eventuais desvios ou ainda de modificação de projetos em qualquer área de atuação tecnológica.
E dar a nomenclatura certa a elementos do trabalho é de suma importância. Em um projeto de redes, por exemplo, é importante dar a nomenclatura correta para os nós da rede, como estações de trabalho, roteadores e servidores.
Abordamos na última aula estes aspectos e como eles podem nos ajudar ou atrapalhar na solução de problemas. Estabelecer um padrão de nomenclatura coerente auxilia o analista ou técnico no tratamento e mitigação de problemas operacionais.
Citei a hipotética história do analista que batizou os roteadores com nomes e sabores de marca de refrigerante e que quando ele saiu, ninguém mais conseguiu resolver os problemas com os roteadores da empresa.
Interessante entender deste exemplo, como a falta de critério pode ser prejudicial a qualquer aparato tecnológico. E mesmo que esses critérios estejam fora de padrão, devem seguir uma lógica, e se possível, documentar tudo.
A documentação apresenta a linha de raciocínio do engenheiro do projeto, de forma que um outro profissional, de nível técnico semelhante, possa dar prosseguimento aos trabalhos.
Trabalhar de forma empírica pode ser uma solução, mas não deve ser uma solução final, pois está crua e deve ser desenvolvida.
Por fim, devemos sempre buscar aprimorar nosso trabalho, buscando na técnica, lógica, informação e coerência, prover soluções adequadas às nossas demandas.

3 de julho de 2011

10 pecados cometidos ao instalar uma rede sem fio

  1. Instalar um AP em qualquer lugar – A antena fica obstruída por algum obstáculo e piora a qualidade da comunicação sem fio. Também deve-se evitar instalar AP’s onde há um forte campo eletromagnético como bobinas, antenas de TV, quadros de luz, etc.
  2. Ativar a Rede sem fio sem configurar – Com a rede aberta, qualquer um terá acesso e além de “roubar” sua internet, poderá ter acesso a seus dados, sem contar que isto piora a qualidade da sua conexão e da sua internet.
  3. Comprar roteador doméstico com wireless, sem necessidade – Se não houver em casa algum dispositivo com Wi-Fi, não compre a menos que tenha planos de ter dispositivos Wi-Fi no futuro. Prefira roteadores domésticos sem AP, mas são difíceis de encontrar. Se não houver jeito, desative a função wireless do roteador doméstico, se não houver dispositivos de rede sem fio em casa.
  4. Usar senhas fáceis de deduzir – Prefira WPA a WEP, pois há uma melhora da qualidade da senha. Utilize senhas complexas (com letras maiúsculas, minúsculas, números e caracteres especiais), e evite senhas fáceis de deduzir como números de telefone, datas de aniversário, nomes de pessoas e pior, o nome da rede sem fio.
  5. Deixar o AP ou roteador doméstico ligado o tempo todo – É um erro comum que até eu cometo. Mas há duas razões para desligar seu roteador quando não estiver em uso. O primeiro é pela economia de energia que você terá no mês. E o segundo pela segurança. Para descobrir uma senha de uma rede sem-fio leva tempo, muito tempo, horas a fio! Se deixar ligado o tempo todo, um bom hacker consegue quebrar a senha da rede.
  6. Usar uma antena muito potente sem necessidade – É a mesma coisa que um jovem botar um som no último volume pra ouvir no carro ou no quarto. Além de incomodar os outros, pode também permitir que a vizinhança faça a festa usando seu som. Uma potência elevada no sinal de rede sem-fio pode causar interferência nas outras redes sem-fio ou em outros aparelhos que operem na frequência de 2,4 GHz, como alguns modelos de telefones sem fio. Para piorar, uma antena aumenta o raio de alcance da rede permitido que mais pessoas possam entrar na sua rede.
  7. Instalar AP em locais com muitos obstáculos – Frisando o item 1, mas em local interno. Não adianta colocar um AP em um local onde há muitos obstáculos como estantes, ventiladores, armários e paredes. Seria como falar com a mão tapando a boca. De perto é possível entender alguma coisa, mas de longe… Que??? Não entendi!
  8. Tentar instalar o AP sem saber nada do assunto – Para instalar um AP, achismos não funcionam. É preciso conhecer minimamente o que é uma rede sem fio e como ela funciona. Se configurar errado é capaz de não funcionar adequadamente ou pior, permitir que outras pessoas entrem de bico na sua rede. Procure saber mais a respeito ou pedir ajuda a quem saiba.
  9. Não ler o manual de instruções do AP – É importante que o usuário leigo ou mais experiente leia o manual do proprietário onde contém as orientações básicas de rede wireless, além de saber quais as funcionalidades suportadas ou não pelo aparelho.
  10. Pedir ajuda a quem não entende do assunto – Tem muito “micreiro” que pensa que sabe tudo. E em vez de ajudar só atrapalha, pois não sabe nadica de nada de redes Wi-Fi. Então, procure alguém que seja perito, não curioso, no assunto. Ou melhor, por sua conta e risco, aprenda a operar, pois é melhor aprender a mexer com Wi-Fi do que gastar com alguém que não saiba nada e ainda deixe você na mão.

7 dicas de configuração de redes sem fio em casa

  1. Posicione o Access Point em um local estratégico – O local ideal deve ser em um ponto alto e livre de obstáculos. A melhor forma de saber se o Access Point está em um local adequado é simplesmente verificando se a antena dele está visível em qualquer ponto do ambiente onde está instalado.
  2. Evite utilizar nomes de SSID que o identifique ou facilite o seu acesso – Evite batizar sua rede sem fio com o seu nome, com o mesmo nome da senha, ou ainda, com um apelido que você tenha entre seus vizinhos. Também não repita no nome da rede a senha de seu acesso.
  3. Torne sua rede sem fio oculta – Para ocultar sua rede, basta desativar no Access Point o recurso SSID Broadcast. Isto faz com que o nome da rede não seja divulgado e assim, para que alguém acesse a sua rede precisaria digitar o nome dela. Ainda sim é possível descobrir o nome da rede, mas requer um método mais aperfeiçoado de busca. Isto reduz a possibilidade de leigos tentarem entrar na sua rede.
  4. Escolha a criptografia certa – Escolha o melhor método de proteção por senha adequado a sua rede. nem sempre o método mais avançado para ambientes domésticos que é o WPA2, é suportado pelos aparelhos que você tem em casa. Existem dispositivos mais antigos ou mais simples que não suportam este tipo de autenticação. Por isso, recomenda-se ler o manual de instruções dos dispositivos e computadores que irão se conectar ao Access Point.
  5. Escolha o padrão Wi-Fi certo – O padrão Wi-fi determina a velocidade máxima suportada pela rede. O padrão 802.11b tem velocidade máxima de 11 mbps, enquanto o 802.11g vai até 54 mbps e o 802.11n, por sua vez vai até 600 mbps. A questão é que nem todos os dispositivos suportam todos os padrões. Há equipamentos que suportam até 802.11g e outros que somente suportam 802.11b. Há AP’s que detectam automaticamente o padrão, mas nem sempre é reconhecido pelo dispositivo. A dica é utilizar o padrão utilizado pelo dispositivo mais antigo ou simples.
  6. Escolha um canal de rádio diferente – O sinal de Wi-fi é um sinal de rádio, mas somente utiliza-se uma parte do espectro disponível para a comunicação. A esta parte chamamos de canal. É igual na TV e no rádio, para ver um programa, você precisa sintonizar um canal para assistir. O que acontece é que a grande maioria dos Access Points e roteadores domésticos configuram por padrão o canal 6 para comunicações Wi-fi. Seria como se todos estivessem conversando em uma mesma sala assuntos distintos, tendo momentos em que uma conversa vai atrapalhar a outra. Assim, em um local onde existam muitas redes sem fio escolha um canal diferente, conforme imagem abaixo. O canal 14 somente deverá ser utilizado se o dispositivo suportar (geralmente fabricado no Japão). Outra dica: utilize os canais 11 ou 12 para o máximo de compatibilidade, pois todos os dispositivos podem se comunicar nestes canais.
  7. Ative o MAC Filter – Esta é uma dica de segurança e somente utilize se seu roteador doméstico ou Access Point suportar (a grande maioria desses aparelhos suportam essa função). É um filtro que permite acesso somente a computadores registrados no AP. O registro é feito por MAC Address, que é o endereço físico da placa de rede sem fio do dispositivo. É preciso ter acesso ao manual de instruções do aparelho ou a ajuda do sistema operacional para ter acesso a informação. Uma dica: o próprio router pode cadastrar os dispositivos para acessar a rede, basta ver na configuração os dispositivos conectados e gravar seus dados no router. Esta é a segurança máxima que existe, pois mesmo que descubram a senha da rede, um dispositivo que tente entrar nela, não consegue acesso.

Principais termos para configuração de AP (Access Point)

  • SSID – Nome (ou identificador) de uma rede sem fio.
  • SSID Broadcast – Sinal enviado pelo access point que torna uma rede visível em seu raio de alcance. Isto ocorre quando ocorre a difusão de pacotes contendo dados da identificação da rede.
  • Método de criptopgrafia da rede -  é a forma como a rede é protegida a rede com controle de acesso por senha e criptografia de dados. Quanto a criptografia, uma rede pode ser aberta (sem criptografia), protegida com senha WEP, WPA ou WPA2.
  • MAC Filter – Recurso de alguns roteadores ou AP’s que permite permitir ou bloquear o acesso pelo endereço físico (MAC Address) da placa de rede sem fio.

21 de março de 2011

Sistemas Operacionais

Ao falarmos de Sistemas Operacionais muitas pessoas pouco entendem a importância de um bom sistema operacional no desempenho de seus dispositivos. Cito dispositivos pois agora Sistema Operacional deixou de ser, há muito tempo, coisa exclusiva de computador. A tecnologia da informação vive hoje uma fase de convergência: os recursos tecnológicos deixaram de ser apenas restritos a um conjunto limitado de aparelhos padronizados (os computadores) e passaram a estar embutidos recursos de processamento de forma parcial ou total em aparelhos de uso  comum, como TV’s, celulares, geladeiras, aparelhos de som, vídeo, imagem, tocadores portáteis e outros gadgets, surgindo assim, a Internet das coisas.

Mesmo com esse mundo de coisas manipulando dados, o esquema “entrada + processamento = saída” ainda é elementar e se faz presente em todos os processos que envolvam bits e bytes. E o papel que o Sistema Operacional exerce neste processo é fundamental. Se imaginarmos o processamento de um dado como sendo uma fábrica, o dado seria a matéria-prima, o programa seria a máquina, o usuário seria o operador, a informação seria o produto final, o computador seria o prédio e o sistema operacional toda a instalação predial de cabos, dutos e tudo o que interliga todas as partes da fábrica para que esta funcione. O Sistema Operacional é todo o aparato lógico que torna possível o funcionamento do computador. Gerencia tarefas, organiza arquivos, controla o computador e permite que o usuário o controle e que o computador realize múltiplas tarefas. É a ponte lógica entre os elementos físicos, lógicos e humanos em qualquer sistema computacional.

Vemos Sistemas Operacionais em todos os dispositivos eletrônicos e muitas vezes são chamados firmwares. As firmwares são tipos de sistemas operacionais robustos e especializados gravados nas memórias ROM de dispositivos. Diferentemente do computador, em que o sistema operacional é instalado na mesma mídia em que são armazenados os arquivos, as firmwares são gravadas em um armazenamento próprio. Assim, as atualizações são totais em que todo o software da firmware é substituído, ao passo que nos sistemas operacionais convencionais, somente uma parte específica do sistema é modificada durante uma instalação.

Os sistemas operacionais para dispositivos móveis são agora um novo e importante recurso para a área de software. Isto pois os aplicativos estão convergindo para a nuvem, ou seja, estão sendo construídos para funcionar na internet. Entretanto, nos celulares e smartphones, ocorre o inverso: as funcionalidades online estão se tornando aplicativos. Isto ocorre por conta do fluxo de dados que precisa ser otimizado nestes dispositivos, diferente dos computadores em que o excesso de aplicativos prejudica o seu funcionamento. Além disso, a padronizações de sistemas operacionais móveis favorece a indústria de smartphones e tablets, pois simplifica o trabalho do desenvolvedor e permite a distribuição de conteúdo com maior escala e de forma mais padronizada e simples.

A importância que os sistemas operacionais hoje exercem é enorme, e vemos hoje grandes possibilidades futuras de novos sistemas operacionais surgindo e integrando computadores e dispositivos em uma única plataforma.

20 de março de 2011

Comandos Básicos de FTP

Seguem a seguir uma pequena lista de comando FTP a ser utilizados no prompt de comandos do Windows ou ainda em qualquer ferramenta de FTP baseada em texto:

  • ftp <endereço do servidor>: É o comando que evoca o FTP. Quando sem argumentos vai para o console diretamente sem se conectar. Quando acrescido de um endereço como argumento do comando, o mesmo tenta se conectar ao servidor indicado.
  • ftp> !: Sair para o shell
  • ftp> ? ou help: Imprimir informações locais de ajuda
  • ftp> append: Acrescentar a um arquivo
  • ftp> ascii: Definir tipo de transferência ASCII
  • ftp> bell: Emitir aviso sonoro ao término do comando
  • ftp> binary: Definir tipo de transferência binária
  • ftp> bye ou quit: Terminar a sessão FTP e sair
  • ftp> cd <nome da pasta>: Alterar o diretório de trabalho remoto
  • ftp> close ou disconnect: Terminar a sessão FTP
  • ftp> delete <arquivo a excluir>: Excluir arquivo remoto
  • ftp> debug: Ligar/desligar o modo de depuração
  • ftp> dir ou ls: Exibir o conteúdo da pasta remota
  • ftp> get ou recv <arquivo remoto>: Receber arquivo
  • ftp> glob: Ativar/desativar a expansão de meta-caracteres em nomes de arquivos locais
  • ftp> hash: Ativar/desativar a impressão de `#' para cada buffer transferido
  • ftp> lcd <nome da pasta local>: Alterar o diretório de trabalho local
  • ftp> literal ou quote <comando a enviar ao servidor>: Enviar um comando FTP arbitrário
  • ftp> mdelete <arquivos a excluir remotamente>: Excluir vários arquivos
  • ftp> mdir ou mls: Exibir o conteúdo de várias pastas remotas
  • ftp> mget <arquivos remotos>: Obter vários arquivos
  • ftp> mkdir <nome da nova pasta a criar>: Criar pasta na máquina remota
  • ftp> mput <nome dos arquivos locais>: Enviar vários arquivos
  • ftp> prompt: Forçar prompt interativo em múltiplos comandos
  • ftp> put ou send <arquivo local>: Enviar um arquivo
  • ftp> pwd: Imprimir a pasta de trabalho na máquina remota
  • ftp> remotehelp: Obter ajuda do servidor remoto
  • ftp> rename <nome do arquivo> <novo nome do arquivo>: Renomear arquivo
  • ftp> rmdir <pasta a excluir>: Remover pasta na máquina remota
  • ftp> status: Mostrar o status atual
  • ftp> trace: Ativar/desativar o rastreamento de pacotes
  • ftp> type: Definir o tipo de transferência de arquivos
  • ftp> user: Enviar informações de novo usuário
  • ftp> verbose: Ativar/desativar o modo detalhado

22 de outubro de 2010

Projeto de Web Design (Parte 1)

Conceito

Um projeto é um esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado exclusivo. Um projeto web, por sua vez visa desenvolver um conteúdo para a internet no formato de um website.

Termos utilizados

  • Website: é um conjunto de páginas navegáveis, dispostas em um mesmo local para apresentar um conteúdo na internet.
  • Página: um documento escrito em linguagem HTML (ou apresentada nesta linguagem) apresentando uma informação, contendo textos, links, imagens, som e vídeo.
  • Navegação: conjunto de recursos de HTML que visam a ligação entre páginas relacionadas em um website.
  • Servidor Web: um computador ou um software instalado em um computador que permite a disponibilização de um website para a internet através do protocolo HTTP (HyperText Transfer Protocol).
  • Hospedagem: serviço fornecido por um computador-servidor, localizado em um setor ou empresa externa para disponibilizar um website na internet.
  • Serviço de hospedagem: Uma empresa que, a um determinado custo, utiliza seus recursos de servidores e conectividade para disponibilizar para internet uma página criada por um usuário deste serviço.
  • FTP (File Transfer Protocol): É um protocolo de transferência de arquivos utilizado para enviar e receber arquivos através da internet. É bastante utilizado por serviços de hospedagem para carregar os arquivos criados pelos usuários para seus servidores.
  • Webmaster (administrador de website): é o administrador dos serviços de hospedagem web. Sua função e garantir que todos os recursos do servidor web estejam disponíveis e que o site esteja no ar.
  • Web-designer (projetista web): é a pessoa responsável pela criação do projeto visual de um site, seus recursos de interatividade e sua navegação.
  • Web-developer (desenvolvedor web): é a pessoa responsável pelo projeto funcional do site, desenvolvendo recursos de dados e de código (principalmente se o site é desenvolvido utilizando linguagens de execução no servidor, como PHP e ASP) para um web-site. Uma pessoa pode acumular as funções de web-designer e web-developer.
  • Server-side includes: são códigos que são lidos e interpretados pelo servidor web que, através de um interpretador, retorna as informações no formato de uma página da web, ou outro formato, para um site da web.
  • Interpretador: em web é o sistema formado por uma linguagem e um mecanismo atrelado a um servidor web que permite o processamento das informações por parte do servidor web.
  • Domínio: um endereço DNS que é utilizado por uma organização para a utilização de serviços na internet, como e-mail, servidor web e outros.

Noções de web design

A criação de conteúdo para a internet é uma tarefa o qual requer muitos cuidados, visto que há uma gama de recursos disponíveis, mas que não podem ser empregados de uma só vez em um mesmo projeto. Isto ocorre, pois, com o advento de novas tecnologias para a internet, vemos uma grande quantidade de dispositivos que acessam o seu conteúdo e estes se diferem bastante em recursos disponíveis, acessibilidade, sistemas operacionais, inclusive diferenciando entre versões de um mesmo software ou softwares diferentes que realizam uma mesma função.

Assim sendo, a primeira iniciativa a tomar quando se planeja desenvolver um website é definir seu público-alvo. Diferente dos projetos de marketing convencionais, nos quais é definido através de características socioeconômicas e mercadológicas, o público-alvo tem uma relação maior com os recursos tecnológicos disponíveis mínimos para a maioria dos computadores os quais o website deseja ser acessado. Os recursos tecnológicos a ser abordados, são os seguintes:

  • Sistema Operacional: este estabelece os parâmetros do sistema como um todo, sobretudo à instalação de complementos e acelerações de hardware.
  • Hardware: estabelece os parâmetros de resolução de tela e de memória, permitindo uma página com mais conteúdo ou com mais recursos de processamento.
  • Largura de banda: refere-se à velocidade da conexão da internet. Há sites que são impraticáveis em conexão discada. Assim como haver sites em que a quantidade de recursos faz com que haja uma demora maior que a prevista ao carregar. Se isto ocorrer será necessária uma rotina de carregamento para avisar o visitante de que a página está sendo carregada.
  • Navegador da web: há recursos que um navegador possui e outro não. Por essa razão, é preciso verificar quais recursos serão utilizados e quais estarão disponíveis de acordo com o navegador da web.
    • Versões do navegador: Quando uma nova versão de um navegador é lançada, costuma agregar novos recursos que podem ser explorados pelas páginas, assim como versões antigas podem por em risco a segurança do usuário, inclusive alertando o usuário de uma possível incompatibilidade de seu conteúdo em relação à versão do navegador em uso.
  • Uso de extensões e plug-ins: deve-se observar atentamente para a utilização de recursos fornecidos por plug-ins, como applets Java ou animações em Flash. Pois nem todas as plataformas, navegadores e sistemas o suportam. Há ainda organizações que não permitem a utilização destes recursos instalados em seus computadores.

Recomenda-se atentar-se a estes parâmetros, pois a quantidade de recursos de um site pode ser inversamente proporcional à quantidade de usuários aptos a usufruir destes recursos. O ideal é verificar quais os recursos suportados pela maioria dos usuários do público-alvo selecionado, além de, se possível, criar versões diferentes de uma mesma página para públicos segmentados, como por exemplo, uma versão para computadores e outra para dispositivos móveis como smartphones e telefones celulares.

Além das opções para públicos-alvo distintos, a navegação do site, além de noções básicas de conceitos de atração sensorial (no caso da internet, com a sinestesia de sons e imagem) e conceitos de diagramação e interface visual, são ferramentas utilizadas pelos web-designers para o desenvolvimento de páginas da web atraentes ao público.

14 de setembro de 2010

Usando o Dreamweaver para desenvolver sites em PHP com Banco de Dados MySQL (Parte 2)

Agora, com o site pronto, podemos criar sua estrutura e definir a base de dados que será implantada nele. Antes, porém, é preciso que um painel útil neste processo esteja visível. O painel Bancos de Dados. Para exibi-lo, vá até o menu Janela e em seguida clique em Bancos de Dados ou utilize a tecla de atalho Crtl + Shift + F10, conforme a figura a seguir.

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Em seguida crie um arquivo no site. Para isso você pode pressionar a tecla de atalho Ctrl + N, ou clicar no menu Arquivo e em seguida Novo, ou ainda utilizando o painel arquivos do Dreamweaver (F8) clicando com o botão direito do mouse sobre uma área vazia do painel de arquivos e selecionando a opção Novo Arquivo, e depois de criado, basta abri-lo com um duplo clique sobre ele. Esta última maneira é a melhor, pois permite o salvamento do arquivo já com o nome definido, além de garantir a criação do arquivo dentro do site, na pasta correta. Com o arquivo criado e aberto no Dreamweaver, será possível a criação da conexão do banco de dados, pois se não há nenhum arquivo do site aberto, não é possível criar uma conexão de Banco de Dados.

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Observe que sem um Banco de Dados criado, o painel de Bancos de dados possui um checklist em que todas as condições precisam estar satisfeitas para que o banco seja criado, a saber: A criação de um site, a escolha de um tipo de documento (no caso a escolha do site em PHP ou qualquer outra tecnologia de servidor) e a configuração de um servidor de teste (onde os arquivos criados serão validados).

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Estando todos os requisitos satisfeitos, basta criar a conexão, clicando no botão com o sinal de adição (+) e selecionando o item Conexão MySQL.

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Será exibida a janela abaixo. Nesta janela, defina o nome da conexão, que é o nome de uma variável onde os dados da conexão serão armazenados, o endereço do servidor MySQL, as credenciais de acesso (nome de usuário e senha) e o nome do banco de dados onde os dados estarão armazenados.

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Se não tiver a certeza de qual banco utilizar, pode fazer uso do botão Selecionar... o qual permite escolher o banco de dados o qual as credenciais fornecidas possuem acesso.

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Selecione o banco de dados desejado e clique ok. Com todos os dados preenchidos basta clicar em Testar, para verificar se a conexão foi bem-sucedida e em seguida OK para salvar as configurações de banco de dados.

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Ao clicar em ok, o painel de Bancos de Dados muda para exibir a conexão de banco de dados na forma de um cilindro. Mesmo precisando de um arquivo estar aberto para criar a conexão, esta está disponível a todas as páginas que o site vier a possuir. Isso facilita nosso trabalho pois permite que através de uma única conexão possa criar páginas que manipulem dados do banco de dados no site inteiro. Além disso, é possível criar diversas conexões de bancos de dados MySQL para um mesmo site.

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12 de setembro de 2010

Usando o Dreamweaver para desenvolver sites em PHP com Banco de Dados MySQL (Parte 1)

Criar sites dinâmicos com banco de dados utilizando a tecnologia PHP, geralmente é trabalhoso. Isto porque há a necessidade de se estabelecer um algoritmo para que esta funcionalidade funcione. De forma resumida, a utilização de bancos de dados através do PHP obedece às seguintes etapas:

1. Conexão ao servidor

2. Utilização de um Banco de Dados no servidor conectado

3. Estabelecimento de um cursor de comandos. Cursor é uma variável que recebe as informações que serão enviadas ao banco de dados.

4. Envio das informações

5. Recebimento das respostas e tratamento delas através do PHP.

Por ser um processo complexo e interdependente, estabelecer um código que permita o mínimo possível de falhas é fundamental. Para isso, a cada etapa, geralmente é feito um tratamento de exceção para que o código exiba, de forma amigável o erro ocorrido, e ao mesmo tempo, aborte a execução do código. O programa Dreamweaver, da Adobe, permite a criação de uma conexão de dados MySQL para sites desenvolvidos em PHP de uma forma amigável, simples e rápida. O tutorial a seguir permitirá ao leitor a criação de uma conexão, a criação de um formulário de inserção e também um simples relatório de banco de dados.

Os pré-requisitos para o acompanhamento deste tutorial são os seguintes:

· Um local para hospedar experimentalmente os arquivos PHP e o Banco de Dados (Servidor de Teste)

· Um banco de dados já criado no servidor MySQL, com as tabelas e relacionamentos já definidos.

· Conhecimentos básicos de Windows, Dreamweaver, HTML, e PHP.

Partindo do pressuposto que os pré-requisitos foram satisfeitos, vamos dar início a este tutorial.

Criando um site

O primeiro passo é definir um site no Dreamweaver. Ao criarmos um site, estamos preparando um projeto completo para web e é nele que definimos os parâmetros de linguagem de servidor que este site irá utilizar. Faremos a criação de um site passo a passo:

Abra o Dreamweaver. Vá até o menu Site e clique em Novo Site, conforme figura.

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Existem duas formas de criar e configurar o site. Na aba Básico, há as configurações básicas de criação do site, como o local onde está hospedado e o modelo do servidor. Na aba Avançado, temos um processo de criação mais detalhado com recursos do Contribute (sistema de gerenciamento de conteúdo da Adobe), check-in e check-out, e configuração de servidor de teste independente do servidor local. Faremos usando o assistente no modo básico.

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A primeira tela pede apenas o nome que será dado ao projeto do site e ao endereço do site quando publicado.

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A tela seguinte do assistente pergunta se o seu site possui tecnologia de servidor, selecione a opção sim que será exibido um menu o qual você deverá escolher qual tecnologia a ser adotada em seu site, neste caso, PHP MySQL.

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Na tela seguinte, pergunta-se como trabalhar com os arquivos, no caso, a pergunta mais adequada seria: onde está o servidor de teste? A primeira opção, que é a que vamos escolher, é que o servidor de teste é a própria máquina em que estamos editando os arquivos. É um recurso muito prático, pois nos auxilia a realizar o projeto a qualquer hora, em qualquer lugar. A segunda opção é a edição local do site, mas com o carregamento dos arquivos em um servidor de teste externo, o que garante uma melhoria de desempenho tanto do programa quanto do servidor, o que nos permite inclusive uma simulação real do site em si. Por fim, a terceira opção é a edição dos arquivos remotamente através de uma rede local. A vantagem desta opção é a portabilidade e a possibilidade de desenvolvimento em equipe, o que permite que possa utilizar qualquer computador com Dreamweaver instalado para continuar seu trabalho ou até mesmo várias pessoas trabalhando em um mesmo site simultaneamente.

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Em seguida, temos que informar qual o endereço do servidor de teste onde iremos testar os arquivos. É importante salientar que como o PHP é uma tecnologia de servidor, não é possível apenas abrindo o arquivo, verificar se a codificação está correta. Quem pode validar isso é o servidor de teste, através do interpretador PHP. Por isso é muito diferente criar um site em PHP ou ASP, do que criar um site em Flash ou HTML. Atente-se ao endereço do servidor de teste, pois se este estiver errado, não será possível verificar se o código está correto, mesmo utilizando as ferramentas de edição fornecidas pelo Dreamweaver.

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Por fim podemos aqui definir o local onde os arquivos serão publicados para a web, chamado aqui de servidor remoto. Podemos inclusive adotar o servidor de teste como o próprio servidor remoto, pois o Dreamweaver possui a funcionalidade de realizar o teste do arquivo através de arquivos temporários. No nosso caso não iremos alterar por enquanto.

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Por fim, é exibido um resumo das configurações feitas. Para salvar o site, basta clicar em Concluído. O site agora está disponível para edição e pode criar arquivos nele.

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4 de dezembro de 2009

Mensagem aos alunos

Caros alunos, amanhã não estarei na escola, por motivos de saúde. Agradeço a compreensão, e espero estarmos juntos novamente dia 12.

Um abraço!